Janeiro 07, 2012

Intuir ou destruir.

By Confuso Confúcio.

Intuição e a força de vontade, como se separam?

Se partirmos do princípio que o mundo é movido pela nossa vontade e/ou que ela afeta as coisas que acontecerão, a intuição seria um conceito inexistente?

Se há uma forte intuição - neste caso, concentremo-nos em um evento vindouro, por exemplo.- onde acaba a intuição e começa a vontade? Como separar desta intuição a vontade de que aconteça (Consciente? Iinconsciente?) o evento?

O que se sente é que algo certamente acontecerá, de forma que ele pareça natural (ou inevitável) a nossa percepção. Sente-se que acontecerá, sente-se que é algo inevitável, mas haverá aí uma forma de analisar isso de forma a definir se isso é uma vontade inconsciente ou uma verdade que somos capazes de perceber mediante uma sensibilidade "sobrenatural", neste caso, a intuição?

Consegue-se sentir de forma tão certa, tão inevitável que a necessidade de se definir se torna quase obsessão: Desejo que isso aconteça ou isso simplesmente acontecerá, independente do que eu queira?

Neste caso, o fato de tomar como inevitável faz com que a pessoa simplesmente "facilite" a aceitação? Sendo assim, por vir do inconsciente, isso poderia afetar muito a vontade de que se realmente tenha aquilo como certo, independente de ser "bom ou ruim".

Seja como for, venha como vier, defina ou não defina mas, a verdade é que, sendo capaz de sentir uma intuição, intuitivamente sabemos onde esse questionamento vai dar.

Afinal, é para isso que a intuição serve.

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