junho 06, 2012

O brilho de uma descrição idiota.

Tolos, belos, brilhantes e idiotas.

Amor platônico era idiotice, era coisa de conto de fadas.
Poderia até existir na vida real, mas não muito na dele.
Poderia listar montes de coisas para ter alguém, pegar, ficar, transar e admirar.
Garotas e mulheres, sexo e paixão. Isso e aquilo.


Na primeira vez que apareceu, era boa demais pra ser verdade.
Não era tão boa, mas era mesmo bom demais para acreditar.
Um conjunto de coisas de meninas e algumas de meninos.
Mas pra ele pareceu menina, mulher e flor.


O sorriso quando ela surgia era idiota.
As palavras que dizia pra ela sempre pareciam idiotas.
As palavras (até as idiotas) faltavam sempre que ela dizia algo ou sorria.
E realmente parecia uma idiotice. Mas sempre com um sorriso.


E ela ia embora, e a idiotice ficava nos pensamentos.
E ela ia embora e o sorriso ficava no rosto, sentia-se idiota.
Mas era tão engraçado ser idiota que a idiotice brilhava.
Só não brilhava mais que aquele sorriso.


Não podia ser amor, mas podia ser platônico.
Podia cantar ela, chamar pra algum lugar, ir onde ela ia.
Deixar de ser idiota e passar a agir como um.
E destruir toda aquela idiotice...


Torná-la um rolo, uma peguete, um esquema, um alguém.
Assumir seu desejo e provar daqueles lábios de sonhos.
Correr o risco de destruir aquele sentimento em interesses.
Ou então continuar sendo aquele idiota sorridente.


Que idiota não faria isso?
Que idiota faria isso?

maio 11, 2012

CHUCK LORRE PRODUCTIONS, #387

He appeared normal. He spoke and behaved just like anyone else. The fact that he had no heart was very well concealed. Well, that's not entirely true. He did have one. It was just not in his possession at the moment. And this is where the story gets complicated. The woman who had the darn thing was blithely unaware of the fact. Well, that's not entirely true either. She knew that she'd left the relationship with more stuff than when she entered it, she just hadn't bothered to do a proper inventory. (Had she done so, she would have found several other hearts, as well as a few sets of balls.) Regardless, his dilemma remained the same. A woman had absconded with a vital organ and the gnawing emptiness he felt was a direct reflection of that vacancy. Well, that's not entirely true either. The gnawing thing had actually been with him since he was a child. He just liked to assign blame for the condition.

abril 24, 2012

(Da) aceitação e (da) compreensão.

By frio e refletivo.

Tenho definido em minha cabeça que a aceitação e a compreensão vem não só quando se menos espera, mas quando o poderoso tempo nos deu experiência (e pensamentos) suficiente(s) para que tenhamos refletido sobre tudo que nos cerca e tudo que cerca a aceitação.

E então, naquele meio do nada, ou em meio a tudo, você pára, reflete e entende que uma parte de você mudou ou que você agora entendeu algo que não era possível antes. Ou simplesmente passou a aceitar o que antes era inaceitável ou nem mesmo consciente.

Aprendemos e nos aceitamos muitas vezes, mas há aquelas em que você sente o real aprendizado porque não há pena de si ou um condicionamento forçado do que você não queria aceitar. Não há aceitação de uma condição ruim ou adversa que vinha de tempos atrás, mas sim uma verdadeira compreensão.

Ou assim imaginamos. Uma defesa do subconsciente, talvez?

Se prover entendimento e uma boa forma de se seguir em frente, não faz diferença. Se vier acompanhada de cumplicidade e um sorriso estranho que vem puxado por uma sensação boa, não importa.

E se a aceitação levar você a um canto (um pouco) mais escuro de você mesmo? Ela te torna melhor, mesmo que haja mais compreensão e aprendizado? Te torna uma pessoa melhor, mesmo que para ser melhor você tenha se tornado um pouco mais cético, um pouco mais distante ou mesmo um pouco mais pragmático?

Isso cabe a cada um e seu conceito de aceitação, cada provação e cada nova etapa da vida que se apresente para você e te faça ver com os novos olhos, de forma mais clara ou divertida que fosse capaz de ver antes. De forma mais displicente e calma do que se via antes.

Mais compreensiva e mais compreensivo do que antes.

Considerando que haja a compreensão e que você acredite que seja melhor, sempre será bom para você.

...não é?

fevereiro 15, 2012

A magia de não buscar a magia.


Me contou que, quando ela apareceu, sentiu uma coisa meio esquisita. Imagino o quanto esquisita já que ele é meio que destituído de crenças mágicas...

Disse que ela parecia simpática. Parecia estranha e diferente. Ela disse um "oi" esquisito, como se fosse um "olá" e um sorriso misturado. Ela parecia uma daquelas meninas que se misturaram tanto com mulher que o ar que fica é de infantilidade e maturidade juntas, numa forma meio homogênea. "Sei lá, ela não é do meu estilo, mas é um estilo que a gente não sabe se pode vir a ser o nosso estilo, sabe?"

Eu não sabia. Mas imaginava.

Mas confessou que aquela coisa toda, que acho que ele tentou evitar de chamar de paixão, era demais para sua aceitação. Não era contra a magia ou possibilidades que surgem com surpresa e estranheza, mas pelo que imaginava que pudesse desenvolver dali em diante. E um medo de se tornar normal demais.

Eu confiaria que ela não tornaria normal nem bobo, mas ele não tinha certeza. Ora, e se aquele ar mágico fosse mera coincidência? Acaso estranho e impensável, mas logo uma mera história de como se conheceram?

O que imagino sempre é que o mágico deveria ser aproveitado, mesmo que pudesse tornar-se banal depois. Acho mesmo é que ele tinha medo de que o banal (que era uma mera possibilidade) pudesse diminuir a força do mágico e do estranho.

Imagino querer guardar aquela sensação gostosa e diferente, reviver ela em pensamentos e em situações do cotidiano que lembrem a cena e rir sozinho, num certo egoísmo, entendo. Mas com uma possibilidade maior de manter um tesouro, afinal, coisas mágicas são tão difíceis de se encontrar, num certo ponto de vista.

O que fazer? Não sei, mas o que eu vou guardar mesmo são as duas coisas. A magia da história e a do relato.

janeiro 07, 2012

Intuir ou destruir.

By Confuso Confúcio.

Intuição e a força de vontade, como se separam?

Se partirmos do princípio que o mundo é movido pela nossa vontade e/ou que ela afeta as coisas que acontecerão, a intuição seria um conceito inexistente?

Se há uma forte intuição - neste caso, concentremo-nos em um evento vindouro, por exemplo.- onde acaba a intuição e começa a vontade? Como separar desta intuição a vontade de que aconteça (Consciente? Iinconsciente?) o evento?

O que se sente é que algo certamente acontecerá, de forma que ele pareça natural (ou inevitável) a nossa percepção. Sente-se que acontecerá, sente-se que é algo inevitável, mas haverá aí uma forma de analisar isso de forma a definir se isso é uma vontade inconsciente ou uma verdade que somos capazes de perceber mediante uma sensibilidade "sobrenatural", neste caso, a intuição?

Consegue-se sentir de forma tão certa, tão inevitável que a necessidade de se definir se torna quase obsessão: Desejo que isso aconteça ou isso simplesmente acontecerá, independente do que eu queira?

Neste caso, o fato de tomar como inevitável faz com que a pessoa simplesmente "facilite" a aceitação? Sendo assim, por vir do inconsciente, isso poderia afetar muito a vontade de que se realmente tenha aquilo como certo, independente de ser "bom ou ruim".

Seja como for, venha como vier, defina ou não defina mas, a verdade é que, sendo capaz de sentir uma intuição, intuitivamente sabemos onde esse questionamento vai dar.

Afinal, é para isso que a intuição serve.

novembro 21, 2011

Uma coisa. Ou duas.

By Contos do tempo no tempo.

Acabou conhecendo-a porque, quando a viu, imaginou que estava predestinado a conhecê-la. Por acreditar que era seu destino, acabou se esforçando para que tivesse a chance de conhecê-la. Poderia então estar predestinado a conhecê-la porque, quando a visse, imaginaria que estava predestinado a conhecê-la?

setembro 22, 2011

Guiando em meio a tudo.

By Guia.


Num tempo onde as considerações sobre parcelas específicas da humanidade se fazem uma constante, nomeia-se alguém para definir a evolução ou necessidade de repetição das reflexões mais profundas a que se tem feito ultimamente...


Busquemos constantes então. Coesão. Alegrias complementares ao estado de felicidade e reflexões em exceso... mas com o puro objetivo de tornar as coisas mais simples do que parecem. Mais doces, talvez.


E vamos deixar então que tudo que pareça complicado e, porque não, distante, torne-se um mundo de complexas reviravoltas que não sejam assim tão necessárias.


Que o que se busque em conceitos de felicidade associada ao fator de estar vivo seja apenas o belo e incompreensível prazer de provar da vida em sua essência. Viver emoções simples ao lado de gente que a gente goste ou que pelo menos tenhamos algum carinho.

Vamos viver de forma mais descomplicada, mas apenas no sentido de não tentar buscar nas entrelinhas da vida as imperfeições que fazem dela tão bela. Que não busquemos na reflexão algo capaz de nos fazer rever o que fizemos e o que faremos, mas sim a contemplação de sua complexidade e, consequentemente espero, sua apreciação.


Em toda sua plenitude.

agosto 29, 2011

A fuga de lugar nenhum.

By prisioneiro.


Sobre palavras e sobre idéias do passado que não vingam um futuro, em meio a pensamentos perdidos, tratando-se como estranhos, para não se machucar com a familiaridade.


O que as pessoas trazem certamente é vinculado ao que elas buscam ou ao que buscaram. Mas nem toda busca é consciente, nem toda busca é a busca que sonhamos.


E nem sempre o que sonhamos é o melhor para nós.


Hoje e ontem, o que se fez nem sempre é o que esperávamos que fizéssemos, mas às vezes simplesmente temos que lidar com o que temos para encarar o que encontramos. O que trouxemos...?

Na busca das respostas devemos não só nos salvar como também entender porque estamos ali. Porque chegamos até ali, mesmo que não saibamos exatamente se queremos sair dali, por pior que pareça o novo destino da vida que surgirá. 


O que eu vejo e o que eu busco nem sempre está no meio do que imagino ser a resposta, fazendo algo que não parece condizer com a pergunta, mas ao menos nos tira do caminho da resposta que tememos encontrar. Aquela que provavelmente já está na nossa frente há muito tempo, mas simplesmente não aceitamos ou entendemos.


E se o que surge nos dá medo? Mas não só medo, como também a certeza de uma forma nova de rever tudo e certamente toda uma cadeia de consequências que lhe tirará do que se imagina, do que se convém a sua pessoa e do seu papel para outros... Mas os outros podem ser parte do plano de se mudar com eles.


Rever tudo e repensar o que não se pensa como parte do todo. Tecer sonhos em meio a ausência dos sonhos dos outros e de seus questionamentos. Um caminho vazio, que até então só será povoado por você mesmo... e o que levar consigo.


E o que mais o caminho revelar. Ou esconder.